Entre as quatro modalidades de emenda parlamentar relevantes para o setor filantrópico, a emenda individual — identificada como RP6 — é a mais rápida, acessível e previsível. Para um hospital que está começando a estruturar sua captação, é por ela que a jornada normalmente começa.
Este artigo explica o que é a RP6, como ela se comporta dentro do orçamento e por que ela merece um lugar central no planejamento anual da instituição.
O que é a emenda individual
A emenda individual é destinada por cada deputado federal e senador a partir de uma cota anual própria. Cada parlamentar decide para onde direcionar seus recursos, dentro das regras do orçamento — e uma parcela mínima precisa ir para a saúde.
A grande característica da RP6 é ser impositiva: por força do orçamento impositivo, a execução dessas emendas é obrigatória. Isso confere previsibilidade — diferentemente de recursos discricionários, que podem ou não sair.
Custeio e investimento: a flexibilidade da RP6
Uma das maiores vantagens da emenda individual é a flexibilidade de aplicação. Ela pode ser usada para:
- - Custeio — folha de pagamento, insumos, medicamentos, manutenção e a operação do dia a dia
- - Investimento — equipamentos, reformas, obras e ampliações estruturais
Para muitos hospitais filantrópicos, a possibilidade de destinar emenda ao custeio é decisiva. Custeio salva vidas no presente, enquanto o investimento constrói o futuro — e é comum que a instituição precise das duas frentes ao mesmo tempo.
Onde a RP6 se encaixa na estratégia
A RP6 raramente resolve sozinha os grandes projetos estruturantes — para isso existem as emendas de bancada. Mas ela é a base de uma captação consistente: mais acessível, mais frequente e mais previsível.
A recomendação prática é montar um portfólio anual de projetos que inclua propostas dimensionadas para emendas individuais. Hospitais que chegam preparados, com objeto bem definido e capacidade de execução comprovada, captam significativamente mais do que os que aparecem com uma demanda genérica.
Para entender como todas as modalidades se articulam, vale a leitura do guia completo de emendas parlamentares. E como o recurso não cai direto na conta do hospital, a relação funcional com a prefeitura e a secretaria de saúde é indispensável para que a emenda, uma vez empenhada, efetivamente chegue.
O primeiro passo
Se a instituição ainda não tem uma rotina de captação, a emenda individual é o ponto de partida ideal. Comece construindo relacionamento com os parlamentares da região, apresente projetos claros com impacto mensurável e mantenha uma prestação de contas impecável. Quem entrega bem, recebe de novo — e a RP6 é onde essa reputação começa a se construir.
Aplicar na prática
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Solicitar diagnósticoPerguntas frequentes
Sim. A emenda individual integra o orçamento impositivo — cada deputado federal e senador tem uma cota anual própria que precisa ser executada, e uma parcela mínima deve ser direcionada à saúde.
Para os dois. É uma das grandes vantagens da modalidade: pode financiar tanto o custeio (folha, insumos, manutenção da operação) quanto o investimento (equipamentos, reformas, obras).
Porque é destinada por cada parlamentar a partir de uma cota própria, é obrigatória por lei e tem fluxo mais previsível. É a porta de entrada natural para hospitais que estão estruturando sua captação.